21 junho 2008

E se falássemos sobre Borges?

Perante um auditório cheio, José Saramago e Maria Kodama conversaram sobre Jorge Luís Borges, acompanhados por Carlos da Veiga Ferreira, da Teorema, editor de Borges em Portugal. Na verdade, Saramago foi fazendo desfilar algumas questões sobre o escritor argentino, a sua concepção da literatura, a sua visão do mundo e os seus dias quotidianos, a que Maria Kodama respondeu com franqueza e pormenor, revelando o prazer inconfundível dos amantes de uma boa conversa. E ainda houve tempo para alguns apontamentos mais pessoais, aqueles que sabemos que pouco importam para o texto que sobrevive ao escritor, mas que se tornam interessantes – por vezes irresistivelmente interessantes – pelo que revelam sobre a pessoa que escreve e sobre o seu modo de estar no mundo.



No fim, Pilar del Rio revelou a boa nova: as actividades da Fundação José Saramago continuarão a passar por sessões deste tipo, cumprindo a função de “agitação em torno de livros e autores, e não apenas daqueles que o mercado privilegia”, e os próximos encontros terão Jorge de Sena, Raul Brandão e José Rodrigues Migueis em destaque.
E a sessão dedicada a Jorge de Sena já tem data marcada. Será no próximo dia 10 de Julho, no Teatro de S. Carlos, e contará com a presença de Eduardo Lourenço, Pedro Tamen, Vítor Aguiar e Silva e Jorge Fazenda Lourenço, para além da participação do pianista António Rosado, que interpretará obras de Debussy e de Mozart. É pôr na agenda.

4 comentários:

Hélder Beja disse...

Também estive por lá. Confesso que esperava mais de Maria Kodama e do que tinha para nos contar. Enfim, expectativas. Ficaram-me algumas boas frases de Saramago na cabeça, que fala como se estivesse escrevendo. "Posso não ser um grande escritor. Mas a fazer perguntas sou um génio." Delicioso.

AQF disse...

Eram as pessoas certas..

AQF disse...

aliás, são (!) as pessoas certas para falar de Jorge de Sena.

Sara Figueiredo Costa disse...

É verdade, Hélder, mas acho que isso encontra explicação na timidez. Fiquei com essa suspeita...

São mesmo, aqf. E á uma óptima notícia, porque pouco se fala de Jorge de Sena e há muito para dizer, ler e aprender.