04 setembro 2008

Sublinhados XIX

"Foi inútil porque todos sabemos
Foi o teu orgulho
o teu desprezo
que desesperou os esguios e os obesos
Sentiram-se meros instrumentos condenados
à Insignificância do seu tempo Mental
e às suas cruzes e caveiras vivas
isto é ao seu ambiente
que lhes prometia quem sabe a indulgência plenária
por estipêndio do pecado

E tu continuavas a iluminar
a fenda da noite
com o brando fogo das tuas pétalas
talvez já
a começar a fechar-se
e só depois te juntavas
com o áspero sono
debaixo da ponte
ou junto duma fonte
Para lhe ouvir o fio de água
e acordar com ele
a luzir
quase como um haiku"

Alberto Pimenta, Indulgência Plenária (& etc, p.38)

03 setembro 2008

Notas de Praga (Agosto 08) I

Depois do aeroporto, do autocarro e do metro, o primeiro contacto mais descontraído com a cidade dá-se na Praça Velha. E não há melhor forma de nos sentirmos em casa numa cidade do que a descoberta de uma livraria acolhedora que, neste caso funciona como uma espécie de refúgio para escapar à multidão de turistas que se aglomera na praça, esperando pela hora certa e pelo desfilar das figuras do famoso relógio astronómico. A Kafkovo Knihkupectvi, ou Kafka Bookshop, é uma livraria com pé direito baixo, largamente compensado pelo aproveitamento do espaço em comprimento, com longas bancadas cheias de livros e uma secção de arte de fazer inveja. Depois da primeira visita e de um olhar atento à montra e aos livros em destaque, confirmam-se todas as opiniões favoráveis sobre o design checo e o cuidado na elaboração dos livros. Mesmo que não se perceba uma palavra, dá vontade de ficar ali a folhear um livro após o outro, na esperança de que o contacto visual com as letras permita uma súbita compreensão do texto. Tal nunca acontece, claro, mas a experiência não deixa de ser muito boa.

Para quem gosta de 'quizzes'...

Na semana em que começa a segunda parte dos Jogos Olímpicos, por qualquer razão que nunca compreendi, separada da primeira (não seria muito mais lógico e desportivo que os Olímpicos e os Paralímpicos decorressem na mesma altura, permitindo aos atletas trocarem experiências e aos espectadores verem todo o tipo de provas?), os mais versados na bibliografia olímpica podem testar conhecimentos no 'quizz' que o Guardian preparou sobre o tema.

02 setembro 2008

A rentrée: algumas novidades

As Edições Nélson de Matos preparam-se para lançar mais um livro de José Cardoso Pires. Depois do inédito Lavagante, sairá agora Histórias de Amor, publicado pela primeira vez em 1952, cortado pelo lápis azul da Censura e não mais reeditado.

O tão aguardado regresso de Manuel Alberto Valente às lides editoriais, agora com a divisão de Lisboa da Porto Editora, está marcado para o próximo dia 8, com As Esquinas do Tempo, de Rosa Lobato Faria (cujo vídeo promocional pode ser visto aqui).

A Assírio & Alvim voltará de férias com alguns títulos prometedores. Para começar, o regresso da prosa de Miguel esteves Cardoso, com Em Portugal Não se Come Mal. Mas também teremos nas livrarias a correspondência entre Mário Cesariny e Vieira da Silva, com Gatos Comunicantes, Pedro Strecht com A Minha Escola Não É Esta e António Barahona com O Sentido da Vida É Só Cantar.

Na Antígona, destaque para os Crimes Exemplares, de Max Aub, em versão ilustrada por trinta artistas, Os Ventos e Outras Histórias, de Eudora Welty, Bestas de Lugar Nenhum, de Uzodinma Iweala e A Economia Moral da Multidão na Inglaterra do Século XVIII, de E.P. Thompson.

Annemarie Schwarzenbach, Morte na Pérsia, Tinta da China




     Escrito na primeira metade dos anos 30, o diário da viagem de Annemarie Schwarzenbach às terras da Pérsia manter-se-ia inédito até 1995, alimentando o culto gerado à volta da autora. Nascida na Suíça, no seio de uma família rica, Schwarzenbach preferiu o confronto com o mundo e a afirmação dos seus desejos ao recato a que o estatuto social a obrigaria. Fotógrafa, jornalista e escritora, viajou pelo mundo, alcançando regiões onde uma mulher dificilmente sobreviveria por sua conta e risco, e afastou-se da Europa na altura em que Hitler iniciava a sua escalada. A Morte na Pérsia constitui o testemunho de uma dessas viagens, invocando a recordação de viagens anteriores e prolongando os seus sentidos para além do mero registo da passagem pelos locais assinalados.
     Schwarzenbach constrói o seu percurso pela Pérsia alimentando-se de uma estética do trágico, visível no modo como a aridez da paisagem, natural ou humana, se descreve a par das deambulações por entre os demónios da existência. Na imensidão nocturna do deserto, o ruído dos animais, as secretas movimentações das dunas ou a certeza da pesada solidão que se abre para lá das tendas são feitas da mesma matéria verbal que o medo e a ânsia de um destino que a narradora nunca logra encontrar, nem definir. Estruturado como um livro de viagens, a que não faltam descrições de portos, paragens e encontros, Morte na Pérsia é sobretudo o registo verbal de um percurso atormentado, a forma possível de uma procura angustiada e sufocante que é difícil ler sem a remissão constante para a biografia da autora. E apesar disso, esquecendo a biografia e as tentações de uma leitura nela baseada, o texto que agora se traduz em português é, por si só, um registo dilacerante sobre a solidão e a sua consciência, sobre a impossibilidade da fuga e sobre o modo como a distância se apresenta sempre como garantia (vã) de uma saída para as incertezas. Seria um lugar comum, esta fuga de si própria, se houvesse algo de comum na escrita de Schwarzenbach.

Sara Figueiredo Costa

(Texto publicado na revista Time Out nº44, 29 Julho 2008)

01 setembro 2008

De férias, sem lenço nem documento I

A desolação nas praias portuguesas bem pode medir-se pelo calibre das leituras registadas no areal, retrato fiel dos onze meses em que nem nos lembramos dos metros de costa que temos. Em Porto Covo, a da laranja e do pessegueiro, tropeço em dois calhamaços do Dan Brown, partilhados por um jovem casal enamorado (um era a Fortaleza Digital, o outro não consegui ler porque estava sem óculos), vários jornais Sexta, de distribuição gratuita, alguns Correio da Manhã, muitas revistas com páginas repletas de fotografias daquilo a que chamam a vida social dos famosos (e que, com nomes como Bibas, Pituchas e Miquinhas, devem ser famosos na rua deles) e um livro não identificado (uma vez mais, os óculos que, ficando na toalha na hora do mergulho, não permitem focar o que se vai lendo no percurso até à água), mas com uma capa suficientemente limpa em termos de design para me fazer suspeitar que a focagem das letras do título poderia ter salvo as estatísticas bibliográficas do meu Verão. E fica feito o balanço da praia.

Coisas que planeara ler nas férias...



...e que agora transitam para os planos 'até ao fim do ano'.

Regressemos, pois

O mês em que uns dias de férias vão alternando com uns dias de trabalho acelerado (para deixar tudo feito para os dias de férias que se seguirão, que isto de trabalhar sem horários tem muitas vantagens, mas também alguns inconvenientes, sempre agravados em Agosto) já lá vai. Regresso, por isso, ao Cadeirão Voltaire com o ritmo habitual, prometendo para os próximos dias alguns textos que o caderno de notas foi guardando no último mês, os artigos que foram saindo na minha ausência e os espaços habituais sobre livros, edição e outras deambulações livrescas. As novidades que se costumam apresentar na rentrée ficarão para mais tarde, que a preguiça é um bem a conservar e os recomeços sabem melhor com a calma outonal do que com a agitação do início de Setembro.

02 agosto 2008

Pausa sazonal

Durante os próximos dias, o Cadeirão Voltaire fica arrumado a um canto, devidamente coberto com um lençol branco por causa do pó.
Na última semana de Agosto, o regresso está garantido. Até lá, o mais certo é não haver nada para ler por estas bandas.

01 agosto 2008

A biblioteca no quiosque

Ainda não tinha falado dela aqui, o que é injusto, mas falo agora: a pequena biblioteca que o Diário de Notícias está a oferecer às 2º, 4º, 6º, Sábados e Domingos é da responsabilidade das Quasi e constitui motivo mais do que suficiente para voltar a comprar o DN, pelo menos por estes dias. Hoje é dia de O Ingénuo, de Voltaire, amanhã sairá A Morte de Ivan Ilitch, de Lev Tolstoi e, no Domingo, A Peste Escarlate, de Jack London.

31 julho 2008

Sublinhados XVIII

"     LITERATURA

     Nunca faltarão sucedâneos que façam funcionar a indústria da edição e mantenham o consumo. Mas, quanto mais longe se for, mais evidente se tornará que os problemas e os divertimentos da época se situam noutros planos.
     É preciso assinalar desde já os falsificadores que hão-de tentar conquistar a celebridade voltando a servir, num quadro puramente literário, as emoções novas que certas associações de acontecimentos podem criar. É o caso do Sr. Julien Gracq ao redigir bonitas narrativas que têm por tema uma atmosfera e as suas diversas componentes: recusar o Prémio Goncourt não quer dizer nada, o que é preciso é não o merecer."

Potlach 1954-1957: O Boletim da Internacional Letrista (Fenda, selecção e prefácio de Leonel Moura, tradução de Miguel Serras Pereira, p.144)

30 julho 2008

George Orwell, Porque Escrevo e Outros Ensaios, Antigona



     Para além da obra literária que o tornou conhecido, George Orwell assinou inúmeros ensaios. O volume que a Antígona agora publica resulta de uma selecção feita por Desidério Murcho a partir de uma outra, maior, que o crítico inglês John Carey preparou para a Everyman's Library.
     Orwell reflecte sobre temas diversos, mas a linguagem e o seu uso acabam por ser o eixo comum aos ensaios agora traduzidos. Em “A Política e a Língua Inglesa”, um texto que preserva toda a actualidade, o autor aponta as ligações intrínsecas entre a manipulação da linguagem e a política, citando exemplos concretos de como se podem produzir enunciados sem conteúdo para justificar as maiores atrocidades («(...) o discurso e a escrita política são em grande medida a defesa do indefensável.» p.39). “Por Que Escrevo” permite uma aproximação ao programa literário do autor, mas esclarece igualmente o seu interesse pela verdade e a crença no compromisso político de quem escreve. E em “O Leão e o Unicórnio”, talvez o mais citado ensaio de Orwell, a crítica à passividade inglesa durante o avanço de Hitler convive com a crítica aos intelectuais de esquerda que apoiam o comunismo soviético como solução para todos os males. Orwell, que lutou ao lado dos republicanos na Guerra Civil de Espanha, defende um sistema económico de matriz socialista, mas em momento algum se demite de pensar a realidade convocando todos os dados, e não apenas os que poderiam justificar o que defende. Para lá da literatura, eis a sua maior herança.

Sara Figueiredo Costa

(Texto publicado na revista Time Out, nº43, 23-29 Jul 08)

29 julho 2008

Livros no ecrã

No Guardian, os pontos de vista de dois escritores (Peter Conrad e Naomi Alderman) sobre a leitura de e-books.

28 julho 2008

The Last Theorem

Assim se intitula a derradeira obra de Arthur C. Clarke, assinada em parceria com Frederik Pohl, e cujas primeiras páginas o Telegraph publica, em exclusivo, aqui.

Sazonal?

Nunca percebi a história das leituras de Verão, mas trocava de bom grado a semana de trabalho que agora começa por uns dias na praia com este:



Dennis McShade, Mão Direita do Diabo, Assírio & Alvim
Primeiras páginas disponíveis aqui.

27 julho 2008

De regresso

Três dias de descanso e poucas notícias. António Lobo Antunes recebeu o Prémio Camões 2007 e João Ubaldo Ribeiro foi o escritor distinguido na edição de 2008. A preguiça foi tanta que ainda tenho para ler o artigo sobre o e-reading (ou qualquer outra coisa que lhe queiram chamar), no Expresso, e parte considerável da secção de livros do Ípsilon. E o dolce fare niente acaba-se agora, que a semana que vem vai ser de muito trabalho.

24 julho 2008

Fugir à crise

Até ao fim deste mês e durante todo o mês de Agosto, a livraria da Assírio & Alvim (Rua Passos Manuel, 67 b, em Lisboa) oferece descontos assinaláveis nas edições da casa. É aproveitar.

Efeito Borboleta, parte II



Na Casa Fernando Pessoa, a apresentação de Efeito Borboleta não provocou um furacão, mas provocou um coro de galináceos, que cacarejaram durante boa parte da sessão. Vejamos o que acontece mais logo, na Fnac...

22 julho 2008

Palavras Andarilhas

Estão abertas as inscrições para a décima edição das Palavras Andarilhas, o encontro mundial de contadores de histórias organizado pela Biblioteca Municipal de Beja.



Programa completo e inscrições, aqui.

Teste

Por cá, costumam encher os suplementos de Verão, ocupando as páginas que a dita 'silly season' deixa sem assunto, mas os jornais ingleses gostam deles durante todo o ano: no Guardian, um 'quizz' sobre a cidade de Londres e as suas ligações à literatura, para testar conhecimentos ou aguçar a vontade de aterrar por lá.

21 julho 2008

Leituras

Na Literary Review, um artigo de Philip Davis sobre o potencial dos textos de Sakespeare para o bom funcionamento do cérebro humano.

A caminho



Santa Cruz, de Luís Filipe Cristóvão e Ozias Filho (edição Livrododia), é apresentado no próximo dia 2 de Agosto.

18 julho 2008

XXI Semana Negra de Gijón

Há um ano, com as costas doridas da travessia ibérica sobre carris, andava por Gijón, falando sobre banda desenhada portuguesa contemporânea. Foi assim que descobri que na SN se fala de quase tudo, por mais exótico que pareça, desde que alguém se interesse pelo tema e se lembre de organizar uma mesa, um debate ou uma conferência. Assim, no dia em que apresentei um panorama sobre o que de mais interessante se faz por cá em termos de banda desenhada, houve quem falasse sobre o povo do Sahara, as aventuras de capa e espada ou as novidades da ficção científica na edição espanhola. É mesmo assim, a SN, variada, informal, calorosa e sempre muito participada.


(SN 2007)

Mas é o romance policial que continua a dominar em Gijón e, segundo o Diário Digital, os prémios Dashiell Hammett deste ano já foram atribuídos: Juan Ramón Biedma, com El imán y la brújula e Leonardo Oyola, com Chamamé venceram a categoria de ficção; Sanjuana Martínez, com Prueba de la fe, la red de cardenales y obispos en la pederastia clerical, venceu a categoria de não-ficção.
Quem quiser acompanhar o dia a dia da Semana Negra pode descarregar os A Quemarropa diários no site oficial. Não é a mesma coisa que recebê-los todos os dias à chegada ao recinto da SN, entre um café gelado, um flã caseiro (que saudades...) e um par de horas de boa conversa com quem estiver na esplanada, mas sempre dá uma ideia do que se passa por Gijón.

Leonard Cohen

O concerto do mestre é mais logo. No Ípsilon de hoje definem-se posições: Cohen ou Reed? Aqui no Cadeirão folheiam-se os poemas, acabados de editar pela mão das Quasi.



Leonard Cohen, Livro do Desejo (Edições Quasi, trad. Vasco Gato)

17 julho 2008

Fundação Saramago na Casa dos Bicos

Depois de alguns dias de conversações, é hoje assinado um acordo entre a Câmara Municipal de Lisboa e a Fundação José Saramago que cede a esta última o espaço da Casa dos Bicos, em Lisboa (ver Público on-line de hoje). O edifício do século XVI passará assim a albergar a biblioteca da Fundação, dispondo de espaços para exposições e colóquios, bem como de uma loja.

Sublinhados XVII

     "O anjo estava calado. O silêncio estendeu-se por tanto tempo que eu me esqueci da sua presença.
     Quando voltou a falar, assustei-me.
     - O que estás a pensar é sacrilégio - disse ele.
- Sabes bem que não servirá de nada e que não voltarás a ver essa rapariga. Sabes bem que ninguém pode entrar no coração de outra pessoa e unir-se a ela, nem sequer por um breve momento. Mesmo a tua mãe deu-te apenas um corpo. e quando começaste a respirar, não foi ar que inspiraste, mas solidão."

Annemarie Schwarzenbach, Morte na Pérsia (Tinta da China, trad. de Isabel Castro Silva, p.128)

A inevitável silly season

No New York Times escreve-se sobre um tema caro a uma parte considerável das editoras e à imprensa cultural que não sabe o que fazer durante o Verão, entre a escassez de lançamentos e a pouca disponibilidade mental dos leitores (mesmo os que poderiam estar a treler a Recherche... em qualquer questionário, de Verão, claro): os 'livros de praia'. Para ler aqui.

16 julho 2008

Dario Fo, O Amor e o Escárnio, Gradiva



A obra teatral de Dario Fo tem raízes fortes na cultura popular e na transmissão oral de histórias que, passando por muitas gerações, encontram sempre o seu ponto de reflexo na actualidade. Os textos que compõem este volume são disso um bom exemplo, com remissões que, da Grécia Antiga à China Imperial, passando pelas figuras de Heloísa e Abelardo em plena Idade Média europeia, resgatam um património narrativo que tem tanto de história como de lenda. É no equilíbrio de ambas que o narrador de cada conto vai edificando a sua reflexão sobre o mundo.
Os paralelos possíveis com a actualidade, e com a Itália de Fo – que é a mesma de Berlusconi – são muitos, mas será mais lúcido compreender esses paralelos à luz da natureza humana e da sua história, porque a corrupção, o crime disfarçado de poder e os amores proibidos não são exactamente um exclusivo contemporâneo e o que as histórias de Dario Fo relatam possui a dimensão universal das alegorias, servindo de igual modo aos muitos séculos atravessados. Apesar disso, o registo de Fo nem sempre é bem sucedido formalmente, havendo momentos em que a narrativa se perde na necessidade de uma interacção com o leitor e na encenação de diálogos entre personagens que não se resolvem da melhor maneira na estrutura dos contos.
Uma nota final para a enorme incongruência narrativa da primeira história, que faz com que Heloísa tenha vivido mais de um século, de acordo com os dados que são fornecidos ao leitor. Se o erro é do autor, da revisão literária ou da tradução, ficamos sem saber.


Sara Figueiredo Costa

(Texto publicado na revista Time Out, nº41, 09-15 Jul 08

14 julho 2008

Leituras

No Público, versão impressa, caderno P2, a segunda reportagem de Alexandra Lucas Coelho a partir do Afeganistão.

Benjamin e a literatura francesa

Na New Left Review do mês passado (só agora dei com ela...) publica-se o resultado da pesquisa e as impressões Walter Benjamin sobre a produção literária francesa, em 1940. Quem quiser guardar para ler mais tarde, pode descarregar a versão em PDF.