19 junho 2008
A demência...
Dormir manhã fora e trabalhar noite dentro nunca deu saúde a ninguém. Mas também não pensei que as insónias me fizessem perder a noção dos dias da semana. Assim, fica esclarecido que o post anterior (que manterei, para não me esquecer da minha própria demência nocturna e começar a pensar em trocar os sonos) é válido para hoje, a verdadeira véspera da chegada do Ípsilon às bancas.
No Ípsilon, daqui a nada
Não há nada melhor para alguém viciado na imprensa: Isabel Coutinho continua a brindar-nos com uma pequena amostra do que poderemos ler no Ípsilon, na véspera de ele chegar às bancas. Amanhã, haverá Bomarzo, de Manuel Mujica Láinez, e uma entrevista com Thomas Berger, autor de Pequeno Grande Homem.
Manuel Alberto Valente distinguido em França
O editor Manuel Alberto Valente foi nomeado Cavaleiro da Ordem das Artes e das Letras pelo governo francês, tendo a Ministra da Cultura de França destacado a sua “notável contribuição para a divulgação da cultura francesa”.
Segundo um comunicado da Porto Editora, onde Manuel Alberto Valente actualmente trabalha, sendo responsável pela Divisão Editorial de Lisboa, o editor afirma-se “surpreendido, mas feliz” pela condecoração recebida. Manuel Alberto Valente faz questão de a partilhar com “todos aqueles – autores, editores, jornalistas – que, ao longo de quase trinta anos, contribuíram para o meu entusiasmo pela literatura e pela cultura francesas”, mencionando, em particular a “lição de Eduardo Prado Coelho e a memória de José Cardoso Pires, que me ‘iniciou’, bem cedo, na obra de Roger Vailland".
Segundo um comunicado da Porto Editora, onde Manuel Alberto Valente actualmente trabalha, sendo responsável pela Divisão Editorial de Lisboa, o editor afirma-se “surpreendido, mas feliz” pela condecoração recebida. Manuel Alberto Valente faz questão de a partilhar com “todos aqueles – autores, editores, jornalistas – que, ao longo de quase trinta anos, contribuíram para o meu entusiasmo pela literatura e pela cultura francesas”, mencionando, em particular a “lição de Eduardo Prado Coelho e a memória de José Cardoso Pires, que me ‘iniciou’, bem cedo, na obra de Roger Vailland".
18 junho 2008
Crónicas do Baú II
Aprendi a ler com a Teleculinária. Bem sei que me assentaria muito melhor dizer que foi com a Odisseia, mesmo que numa versão juvenil, mas a verdade é que foi a capa de uma Teleculinária que me fez descobrir que era fácil juntar letras, formando palavras. O alfabeto era já meu conhecido há algum tempo, sobretudo pela presença da minha irmã, seis anos mais velha, que por algum motivo incompreensível para mim na altura já lia há muito tempo, enquanto eu apenas conseguia dizer, cada vez mais rapidamente, a sequência completa das letras que o formavam. Faltavam poucos meses para a entrada na primeira classe e eu já não suportava aquela lengalenga do abecedário (imagino como se sentiriam as pessoas da família) e os esforços de debitar letras como se isso me abrisse as portas para todos os livros que moravam lá em casa, e que a minha irmã lia sem dificuldade. Eu queria ler e o raio das férias nunca mais chegavam ao fim e eu nunca mais ia para a escola aprender, finalmente, a decifrar as letras. Até que numa tarde em que já ninguém devia poder ouvir o ‘abcdefghij...’ e as minhas lamúrias por ainda não conseguir ler, a minha mãe agarrou no que estava mais à mão – e era uma Teleculinária – e disse-me para ler o que estava na capa. Se eu conhecia as letras, se eu tinha uma noção dos sons que representavam, se eu tinha tanta vontade de ler, então que lesse. E eu li. E como já era pudica na altura, evitei a todo o custo a terceira sílaba, porque sabia que ‘cu’ era o tipo de palavra que não fazia mal aprender, mas que não seria suposto alardear assim ao pé dos adultos. A minha mãe insistiu e quando venci, em voz alta, o pudor da terceira sílaba, já tinha percebido que tudo o que estava naquela capa era perfeitamente legível para mim. Tinha-se acabado a ladainha do ‘abcdefghij...’ e os lamentos infantis pela incapacidade leitora. O mundo estava, agora, à minha disposição.
Entre a Teleculinária e as primeiras leituras de que tenho memória devo ter lido o que havia disponível, entre livros meus e da minha irmã, com mais ou menos imagens. E quando a primeira classe chegou eu sentia-me a rainha das letras. Faltava, claro, perceber que o facto de já saber ler não beneficiava em nada com as minhas maratonas em voz alta: a professora mandava ler – o livro era o Papu, nome completamente abstruso para um manual escolar, mas ainda assim memorável – e eu erguia a voz e lia tudo o que me aparecia à frente com o máximo de velocidade que conseguia imprimir ao processo. O resultado era sempre uma enorme irritação da professora e um ar um bocado chateado dos colegas, agora submetidos a uma tortura que em nada diferia da do ‘abcdefghij...’ que a minha família tinha vivido durante algum tempo. E talvez estas leituras sonoras e sem travões tenham sido o grande motivo para a minha descoberta precoce das maravilhas da leitura solitária e silenciosa, descoberta cujos frutos permaneceram, felizmente, mesmo depois de ter percebido que ninguém queria ouvir-me ler a cem à hora, não só porque era irritante como porque algumas sílabas acabavam comidas. Passei, então, a ter sempre um livro na mala e ganhei o direito a uns minutos de leitura por minha conta antes de apagar a luz.

Pouco antes do episódio da Teleculinária, a minha mãe lia-nos todas as noites um pedaço de As Aventuras do Avião Vermelho, de Erico Verissimo. Quando a leitura se instalou sem segredos, descobri que esse era apenas um livro de uma vasta colecção, cujos números passaram a constar das ofertas natalícias e de aniversário por parte da família. A colecção era a Picapau, da editorial Verbo, e os livros que me chegaram foram sendo lidos com a mesma avidez com que queria dizer o abecedário uns meses antes, só que agora com a calma e a surpresa que permitiam o prazer de cada página. Esther de Lemos, Erico Veríssimo, Patrícia Joyce, Fernanda de Castro, Ricardo Alberti ou Adolfo Simões Müller eram alguns dos escritores, muitos deles reincidindo em vários números da colecção e deixando-me conhecer, mesmo sem saber, uma amostra significativa da literatura portuguesa e brasileira. E as ilustrações de Fernando Bento cumpriam, vejo-o hoje, o importante papel de dar a ler imagens coerentes com o texto, sem nunca lhe roubar o protagonismo e sem formatar a imaginação de quem lia. Os livros com contos curtos foram os primeiros que li, deixando os que tinham um único texto, longo, para mais tarde. Bonecos de Papel de Cor e O País dos Sorrisos, ambos de Ricardo Alberti, A Menina de Porcelana e o General de Ferro, de Esther de Lemos , O Urso Com Música na Barriga e, claro, As Aventuras do Avião Vermelho, de Erico Veríssimo, são histórias de que ainda hoje me lembro, bem como do momento em que primeiro as li. E de toda a colecção, lembro-me sobretudo de um outro livro, com uma única história, lido uns dois ou três anos mais tarde: chamava-se Os Sótãos Furados, foi escrito por Maria do Carmo de Almeida e posso dizer, sem hesitações e sem medo de que não fique bem não dizer isto de um livro mais erudito (também, depois da Teleculinária, já ninguém esperaria), que é um dos livros da minha vida. Sim, há a Odisseia, claro, e Os Irmãos Karamazov, e parte considerável dos autores do cânone, uns de melhor memória que outros, mas o primeiro livro que realmente li com a consciência de tudo estar a mudar no modo como eu via o mundo foi Os Sótãos Furados. E isso merece, claro está, um outro texto, tão brevemente como as noites de insónia o permitam.
Perdoada do pedantismo pela turma, lá percebi que ler como quem relata a bola era uma coisa muito estúpida, mas a preferência pela leitura silenciosa ficou, mantendo-se o horror de ler em voz alta até hoje. Pelo caminho, ainda converti um ou dois colegas à colecção Picapau, e espero que guardem dela uma memória mais forte do que das minhas leituras aceleradas.
Entre a Teleculinária e as primeiras leituras de que tenho memória devo ter lido o que havia disponível, entre livros meus e da minha irmã, com mais ou menos imagens. E quando a primeira classe chegou eu sentia-me a rainha das letras. Faltava, claro, perceber que o facto de já saber ler não beneficiava em nada com as minhas maratonas em voz alta: a professora mandava ler – o livro era o Papu, nome completamente abstruso para um manual escolar, mas ainda assim memorável – e eu erguia a voz e lia tudo o que me aparecia à frente com o máximo de velocidade que conseguia imprimir ao processo. O resultado era sempre uma enorme irritação da professora e um ar um bocado chateado dos colegas, agora submetidos a uma tortura que em nada diferia da do ‘abcdefghij...’ que a minha família tinha vivido durante algum tempo. E talvez estas leituras sonoras e sem travões tenham sido o grande motivo para a minha descoberta precoce das maravilhas da leitura solitária e silenciosa, descoberta cujos frutos permaneceram, felizmente, mesmo depois de ter percebido que ninguém queria ouvir-me ler a cem à hora, não só porque era irritante como porque algumas sílabas acabavam comidas. Passei, então, a ter sempre um livro na mala e ganhei o direito a uns minutos de leitura por minha conta antes de apagar a luz.

Pouco antes do episódio da Teleculinária, a minha mãe lia-nos todas as noites um pedaço de As Aventuras do Avião Vermelho, de Erico Verissimo. Quando a leitura se instalou sem segredos, descobri que esse era apenas um livro de uma vasta colecção, cujos números passaram a constar das ofertas natalícias e de aniversário por parte da família. A colecção era a Picapau, da editorial Verbo, e os livros que me chegaram foram sendo lidos com a mesma avidez com que queria dizer o abecedário uns meses antes, só que agora com a calma e a surpresa que permitiam o prazer de cada página. Esther de Lemos, Erico Veríssimo, Patrícia Joyce, Fernanda de Castro, Ricardo Alberti ou Adolfo Simões Müller eram alguns dos escritores, muitos deles reincidindo em vários números da colecção e deixando-me conhecer, mesmo sem saber, uma amostra significativa da literatura portuguesa e brasileira. E as ilustrações de Fernando Bento cumpriam, vejo-o hoje, o importante papel de dar a ler imagens coerentes com o texto, sem nunca lhe roubar o protagonismo e sem formatar a imaginação de quem lia. Os livros com contos curtos foram os primeiros que li, deixando os que tinham um único texto, longo, para mais tarde. Bonecos de Papel de Cor e O País dos Sorrisos, ambos de Ricardo Alberti, A Menina de Porcelana e o General de Ferro, de Esther de Lemos , O Urso Com Música na Barriga e, claro, As Aventuras do Avião Vermelho, de Erico Veríssimo, são histórias de que ainda hoje me lembro, bem como do momento em que primeiro as li. E de toda a colecção, lembro-me sobretudo de um outro livro, com uma única história, lido uns dois ou três anos mais tarde: chamava-se Os Sótãos Furados, foi escrito por Maria do Carmo de Almeida e posso dizer, sem hesitações e sem medo de que não fique bem não dizer isto de um livro mais erudito (também, depois da Teleculinária, já ninguém esperaria), que é um dos livros da minha vida. Sim, há a Odisseia, claro, e Os Irmãos Karamazov, e parte considerável dos autores do cânone, uns de melhor memória que outros, mas o primeiro livro que realmente li com a consciência de tudo estar a mudar no modo como eu via o mundo foi Os Sótãos Furados. E isso merece, claro está, um outro texto, tão brevemente como as noites de insónia o permitam.
Perdoada do pedantismo pela turma, lá percebi que ler como quem relata a bola era uma coisa muito estúpida, mas a preferência pela leitura silenciosa ficou, mantendo-se o horror de ler em voz alta até hoje. Pelo caminho, ainda converti um ou dois colegas à colecção Picapau, e espero que guardem dela uma memória mais forte do que das minhas leituras aceleradas.
Está explicado
No passado sábado, em deambulações nocturnas pela Baixa lisboeta, dei com a Sá da Costa aberta às dez e meia da noite. Lá dentro, pilhas de livros da editora homónima vendiam-se a preço de amigo e um cartaz anunciava o encerramento da livraria para remodelações. Oscilei entre o temor de ver a livraria transformada num café ou num franchising de comida de plástico a curto prazo e a esperança de a ver reabrir com cara lavada e melhoramentos que há muito se impunham, mas mantendo o perfil de livraria a sério que ainda tem. Agora descubro a explicação e mantenho a esperança na segunda hipótese.
17 junho 2008
16 junho 2008
Ondjaki
Foi este que ganhou o Grande Prémio de Conto Camilo Castelo Branco 2007:

Mas é este que está na pilha das próximas leituras, numa lista de espera ainda considerável, ainda que com a sua vez a aproximar-se a passos largos:

Mas é este que está na pilha das próximas leituras, numa lista de espera ainda considerável, ainda que com a sua vez a aproximar-se a passos largos:
Sem meias palavras
Na edição de ontem do New York Times, Deborah Solomon assume a difícil tarefa de entrevistar Gore Vidal, que publica esta semana um novo volume de ensaios.
Livrarias: um roteiro
O Independent recomenda cinquenta livrarias no Reino Unido e a gente fica com vontade de fazer as malas e ir de férias. Para ler aqui.
15 junho 2008
Padre António Vieira
Na terça-feira, dia 17, entre as 18 e as 20 horas, a Livraria Almedina do Saldanha recebe um encontro em torno da vida e da obra do Padre António Vieira, com a participação de Miguel Real, José Eduardo Franco, Manuel J. Gandra e Paulo Borges.

(o rabisco, está bem à vista, é do Pedro Vieira)

(o rabisco, está bem à vista, é do Pedro Vieira)
Feira do Livro de Lisboa
Abre daqui a nada, às 15 horas, e às 23 horas encerra de vez. Dizem que para o ano nada será como antes e que este foi o último ano em que vimos as tradicionais barraquinhas coloridas no Parque Eduardo VII.
13 junho 2008
120 anos

Ilustração de Pedro Vieira, aka, Irmão Lúcia (concebida para a montra da Livraria Almedina do Saldanha)
" Que de Infernos e Purgatórios e Paraísos tenho em mim - e quem me conhece um gesto discordando da vida... a mim tão calmo e plácido?
Eu não escrevo em português. Escrevo eu mesmo."
Do Livro do Desassossego, de Bernardo Soares.
Frag. 443, edição de Richard Zenith para a Assírio & Alvim, p.378
12 junho 2008
Fundação José Saramago
O blog da Fundação José Saramago acaba de estrear-se aqui. A primeira entrada anuncia o debate entre José Saramago e María Kodama sobre Jorge Luís Borges, marcado para o próximo dia 20, na Biblioteca Nacional (pelas 18h30). Daqui para a frente, a Fundação José Saramago irá dando conta das suas actividades e das notícias relativas ao escritor neste novo espaço, a entrar directamente para a barra dos links.
Pecadilhos IV (e ainda por cima, a dobrar)
Bem sei que não ligar nenhuma à selecção nacional (e isto apesar do muito que gosto de ver futebol) não me traz muitas amizades em alturas de euforia patrioteiro-futebolística como esta, e que persistir na leitura atenta e veneradora dos textos de João Pereira Coutinho só serve para intrigar as amizades que já tenho, sobretudo desde que deixei de persistir em tais leituras às escondidas, mas façam-me um favor e leiam o que o homem escreveu a propósito de Cristiano Ronaldo, e depois vejam lá se ainda conseguem pensar que nos jornais não se escreve bem e com estilo.
Nota: É bom sinal que se façam segundas edições, revistas e aumentadas, dos livros... Mas, e quem comprou a primeira e agora sabe que há extras na segunda, não se sente um bocadinho enganado?

Mesmo assim, sentindo-me um bocadinho enganada, não posso deixar de aconselhar uma passagem pelo pavilhão das Quasi nas Feiras do Livro. Este volume já por lá deve andar e os euros são mais do que justificados.
Nota: É bom sinal que se façam segundas edições, revistas e aumentadas, dos livros... Mas, e quem comprou a primeira e agora sabe que há extras na segunda, não se sente um bocadinho enganado?

Mesmo assim, sentindo-me um bocadinho enganada, não posso deixar de aconselhar uma passagem pelo pavilhão das Quasi nas Feiras do Livro. Este volume já por lá deve andar e os euros são mais do que justificados.
A Grande Obra
A morte de alguns dos maiores filósofos da humanidade, de Heráclito a Foucault, pode bem ter sido a sua obra mais grandiosa, ou pelo menos é essa a ideia de The Book of Dead Philosophers, de Simon Critchley, de que o Guardian fala aqui.
11 junho 2008
À conversa com os livreiros
O resultado das conversas do ilustrador Leanne Shapton com os livreiros de algumas das suas livrarias favoritas podem ser vistos/lidos no New York Times (o link não é directo, mas basta procurarem a imagem e o título "Shop Talk" na primeira página).
09 junho 2008
Sublinhados XVI
"Este é um problema dos tempos que correm. O grande ódio contra os alemães, que me envenena a alma. 'Eles que se afoguem, essa ralé, deveriam ser todos fumigados.' Estas observações fazem parte da conversa do dia-a-dia e às vezes provocam-nos a sensação de que é impossível viver nesta época. Até que de repente, há umas semanas, me surgiu a ideia libertadora, hesitante e frágil como um rebento de relva que começa a nascer num terreno bravio rodeado de ervas daninhas: mesmo que só houvesse um alemão digno de ser protegido contra essa chusma bárbara, por causa desse alemão decente não se devia derramar o ódio sobre um povo inteiro.
Isso não significa que uma pessoa deva ter uma atitude indecisa em relação a determinadas correntes, uma pessoa toma posição, indigna-se regularmente com determinadas coisas, tenta informar-se, mas o ódio indiferenciado é a pior coisa que existe."
Etty Hillesum, Diário 1941-1943 (Assírio & Alvim, trad. de Maria LEonor Raven-Gomes, p.69)
Isso não significa que uma pessoa deva ter uma atitude indecisa em relação a determinadas correntes, uma pessoa toma posição, indigna-se regularmente com determinadas coisas, tenta informar-se, mas o ódio indiferenciado é a pior coisa que existe."
Etty Hillesum, Diário 1941-1943 (Assírio & Alvim, trad. de Maria LEonor Raven-Gomes, p.69)
08 junho 2008
Livros ao peito

Na Feira do Livro de Lisboa, no stand da Assírio & Alvim, há pins com imagens dos autores e dos livros do catálogo da editora.
Pullman e a idade dos leitores
06 junho 2008
Já lá cantam!
Negócio fechado: como noticiam os Blogtailors, a aquisição das editoras Oficina do Livro, Estrela Polar, Sebenta e Teorema pela Leya já está concluída. Veremos se a coisa pára por aqui.
Sugestão, a propósito: quem quiser comprar os livros mais antigos do catálogo da Teorema a preços mais convidativos, é aproveitar a Feira deste ano. Para o ano, se o modelo da Praça Leya se repetir, talvez já lá não estejam...
Sugestão, a propósito: quem quiser comprar os livros mais antigos do catálogo da Teorema a preços mais convidativos, é aproveitar a Feira deste ano. Para o ano, se o modelo da Praça Leya se repetir, talvez já lá não estejam...
Vários tipos de 'clássicos'
Sem querer entrar na discussão sobre o que é um 'clássico' a esta hora da manhã, deixo as aspas para todas as ressalvas e apresento algumas sugestões de livros do dia de hoje, na Feira do Livro de Lisboa.
Na Cavalo de Ferro, o Orlando Furioso, de Ludovico Ariosto, estará à venda a 32 euros. O investimento é grande, mas o desconto é assinalável. Na Biblioteca Independente, o livro do dia é de Suetónio, Os Doze Césares. Na Quasi, A Minha Mulher, de Anton Tchekov. Na Antígona, A Filosofia na Alcova, do Marquês de Sade. Na Tinta da China, A História de um Rapaz Mau, de Thomas Bailey Aldrich. E na Assírio & Alvim, os Poemas, de Almada Negreiros.
Na Cavalo de Ferro, o Orlando Furioso, de Ludovico Ariosto, estará à venda a 32 euros. O investimento é grande, mas o desconto é assinalável. Na Biblioteca Independente, o livro do dia é de Suetónio, Os Doze Césares. Na Quasi, A Minha Mulher, de Anton Tchekov. Na Antígona, A Filosofia na Alcova, do Marquês de Sade. Na Tinta da China, A História de um Rapaz Mau, de Thomas Bailey Aldrich. E na Assírio & Alvim, os Poemas, de Almada Negreiros.
Do silêncio, esse bem tão precioso
O Cadeirão ganhou a companhia de um sofá novo, e entre os inevitáveis parafusos, acabou por não haver tempo para as actualizações de ontem. Agora era só conseguir que os vizinhos do 5ºandar se solidarizassem com a dificuldade de ler ao som estridente da Rita Lee e de um cd manhoso compilando música clássica e o 'Barcelona', cantado pelo Freddie Mercury e a Montserrat Caballé...
04 junho 2008
Ana Luísa Amaral
Com o livro Entre Dois Rios e Outras Noites (Campo das Letras), Ana Luísa Amaral venceu o Grande Prémio de Poesia da APE.
Maiores de...
Em Inglaterra, o mundo editorial vive em agitação desde a semana passada. Os editores preparam-se para colocar nas capas dos livros destinados ao público infantil a informação sobre a faixa etária para a qual cada livro se recomenda (hábito esporádico na edição portuguesa) e vários autores acreditam que isso será uma medida contraproducente (os argumentos podem conhecr-se aqui). O debate está lançado na imprensa e em algumas publicações da especialidade, como a Boookseller, e promete ter continuação nos próximos dias, nomeadamente com a contribuição de Philip Pullman.
03 junho 2008
Sublinhados XV
"Nascemos para o que nos rodeia vezes sem conta. Em cada renascimento há um estendal de coisas novas à nossa disposição que produzem a nossa vida. E outras coisas tomam inédita postura ou fingem escondimento e sorvem da nossa vida. São os nomes que nos ligam às coisas. E toda a vida aprofundamos, ampliamos, compreendemos, explicamos essa estranha e familiar ligação, nunca concluída, com o nome que envolve cada coisa, 'o espantoso nome que damos às coisas'. E com o tempo percebemos que a literatura é um habilidoso e multifacetado artefacto que toma os nomes e, a partir deles, conduz ao mais íntimo coração das respectivas coisas."
Manuel Hermínio Monteiro, "Uma Rara Magia", in Ler, nº13, Inverno 1991
Manuel Hermínio Monteiro, "Uma Rara Magia", in Ler, nº13, Inverno 1991
02 junho 2008
Prémios de Edição
Os Prémios de Edição Booktailors/Ler foram anunciados na passada quinta-feira, na Casa Fernando Pessoa, e já têm regulamento disponível. Para ver aqui.
Agora sim, a nova Ler

Hoje de manhã, lá estava ela, guardada pela Dona Teresa. Mas como o dia foi de trabalhos, as leituras têm de ficar para amanhã.
Paperback Dreams
Apresentado há dois dias na Book Expo America, o documentário televisivo Paperback Dreams debruça-se sobre o universo das livrarias independentes e os problemas com que estas têm de lidar para se manterem. Os protagonistas são Andy Ross, dono da Cody’s Books (em Berkeley), e Clark Kepler, dono da Kepler’s Books (na Califórnia, mas actualmente encerrada), e o documentário acompanha-os ao longo de dois anos, cruzando entrevistas com várias pessoas ligadas aos livros e a outras áreas culturais.
No site do filme podem conhecer-se outros pormenores, bem como assistir a um pequeno trailer de apresentação (já no site da RTP podem enviar-se e-mails, solicitando a transmissão do documentário na televisão portuguesa... não custa tentar).
No site do filme podem conhecer-se outros pormenores, bem como assistir a um pequeno trailer de apresentação (já no site da RTP podem enviar-se e-mails, solicitando a transmissão do documentário na televisão portuguesa... não custa tentar).
01 junho 2008
Ler
Estaria nas bancas ontem, mas nenhuma papelaria ou livraria de Campo de Ourique a tinha. Hoje, idem. Já lhe conheço o índice, excertos de alguns artigos e a capa, mas a revista propriamente dita, nem vê-la. A distribuidora não gosta do bairro de Pessoa, ou o problema é geral?
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