04 dezembro 2007

Pecadilhos

Não é de agora este meu pecadilho. Compro a Atlântico desde o início, com algumas intermitências, e já nem o faço às escondidas dos meus amigos. Uma pessoa tem de assumir o que faz e pronto.
Só hoje me foi possível adquirir o número de Dezembro. A Dona Teresa, da papelaria da esquina, foi avisando nos últimos dias que a entrega estava atrasada e eu fiquei desconfiada. Terá sido da greve de sexta-feira? Irónico... Mas há ironia maior, aviso já. Não sei se alguém já tinha reparado, ou se só eu é que leio com afinco as fichas técnicas, mas hoje descobri que a Atlântico é paginada num estúdio da Rua Ary dos Santos, em plena Serra das Minas. Ary dos Santos? Serra das Minas? Que caminhos ínvios percorrem os nossos liberais...



A leitura da revista propriamente dita segue daqui a nada.

03 dezembro 2007

Cadeirão Voltaire

Sonho materialista: uma sala ampla onde as estantes que agora se acotovelam pudessem multiplicar-se sem conflitos territoriais. No canto mais perto da janela, um cadeirão voltaire. No Inverno, uma manta e o respectivo gato acompanhariam as horas de leitura; no Verão, talvez limonada.
De volta à realidade, as estantes continuam apertadas e o sofá clama por restauro, mas o cadeirão ganhará a sua existência nesta espécie de ‘éter’ virtual. Garantidos que estão o conforto e a aura mítica do assento, falaremos principalmente (mas não exclusivamente) de livros e leituras. Sem a preocupação da actualidade jornalística, teremos livros que são novidades ao lado de outros que os escaparates há muito esqueceram, se é que chegaram a vê-los. Incursões por livrarias de sonho e alfarrabistas de sempre também serão frequentes, bem como descobertas inesperadas na segunda fila das estantes, nos caixotes que ainda moram na casa materna ou no enorme sótão da internet. E haverá revistas e jornais, claro, entre os que se fazem por cá e os que chegam de fora, diferentes cheiros de tinta mas motivos de interesse comuns.
Para dividir o conforto das horas passadas no cadeirão Voltaire, convidei a Andreia. Desconfio que as suas leituras passarão com frequência pela poesia, mas não estranharia que fossem por outros caminhos.
Janelas abertas, agradecimentos deixados a Alfredo Bryce Echenique, que recuperou a imagem do cadeirão Voltaire no seu A Vida Exagerada de Martin Romaña (Teorema), retomemos as leituras.

26 setembro 2007

Teste

Primeiro teste.